quinta-feira, 21 de julho de 2011

Se converter após o “apelo” do Pastor no culto? Conheça a história dessa prática.

O pastor encerra seu sermão: “O Espírito Santo convida você a vir. A congregação orando, esperando ansiosa, convida você a vir. Na primeira nota da primeira estrofe, desça as escadas, desça por estes corredores. Que os anjos possam acompanhá-lo. Que o Espírito Santo de Deus o encoraje. Que a presença de Jesus caminhe ao seu lado enquanto você vem, enquanto nós permanecemos em pé e cantamos ao Senhor”. E as pessoas realmente vêm. Semana após semana, em igrejas por todo o mundo, cenas como essa acontecem ao fim de milhares de sermões. A congregação fica em pé e canta; os pecadores caminham pelos corredores e oram por salvação.
Este método evangelístico bem comum, conhecido como sistema de apelo, não foi sempre assim. Evangelistas bem-sucedidos como George Whitefield, Jonathan Edwards e John Wesley nunca fizeram um chamado ao altar. De fato, eles nem sequer sabiam o que era isso. Eles convidavam seus ouvintes apaixonadamente para vir a Cristo pela fé e aconselhavam regularmente os pecadores ansiosos depois dos cultos. Mas não lhes pediam para dar uma resposta pública ou física após os sermões evangelísticos. Então, de onde vem esta prática?
Inicialmente, o apelo era usado como um meio eficiente de reunir pessoas espiritualmente interessadas em se juntarem para aconselhamento após um sermão. Em vez de procurar os penitentes um a um, o pregador os chama à frente, ou a outra sala, para conversar e orar. Alguns pastores usaram este recurso no fim da primeira década do século 18, mas apenas durante os encontros campais do segundo grande despertamento da América foi que eles realmente ganharam espaço.
Os encontros campais eram comuns em Estados de fronteiras, como Kentucky e Tennessee, por volta do começo do século 19. Estas reuniões que duravam alguns dias eram um meio de os ministros (a maioria metodista, batista, presbiteriana e discípulos) introduzirem o evangelho aos colonos rurais. As primeiras reuniões campais foram feitas com pregações apaixonadas e respostas extremas. Centenas de ouvintes gritavam, gemiam, desmaiavam, contorciam-se e choravam desesperadamente. Os pregadores geralmente viam estas respostas como evidência da obra do Espírito Santo.
Por volta de 1805, estes movimentos corporais espontâneos eram menos comuns. Os ministros faziam um “apelo” como um meio visível de medir a resposta das pessoas às suas mensagens. Os “altares” eram áreas cercadas perto do lugar principal de pregação no campo onde os pregadores desafiavam os pecadores a buscar a salvação. O pregador metodista Peter Cartwright descreveu um encontro campal em 1806: “O altar estava cheio de gente transbordando em lamentos”. Outro pregador metodista contou detalhadamente o momento em que “o cercado estava tão cheio de gente que as pessoas não tinham a possibilidade de fazer qualquer movimento lateral, mas estavam literalmente cambaleando em massa”. Os metodistas experimentaram um crescimento exponencial durante os primeiros do século 19, em parte por causa de seus métodos evangelísticos, incluindo os encontros campais e os apelos públicos.
Muitas pessoas consideram Charles Grandison Finney (1792-1875) o “pai do apelo”. Ordenado ministro presbiteriano em 1823, Finney começou a fazer os convites públicos muito tempo depois de os metodistas já terem feito desse método parte regular de seus encontros campais. Finney, entretanto, fez mais que qualquer outro para estabelecer os apelos como uma prática aceitável e popular no evangelismo americano. Ele normalmente chamava os pecadores ansiosos até a frente da congregação para se sentarem no “banco dos ansiosos”. Ali, eles recebiam oração e geralmente ouviam um sermão individual. O apelo também foi uma das famosas “novas medidas” de Finney. Ele estava convencido de que os pastores poderiam produzir avivamento usando os métodos corretos e que, chamar pecadores arrependidos à frente “era necessário para tirar [os pecadores] do meio da massa de ímpios para levá-los a uma renúncia pública de seus caminhos pecaminosos”.
Enquanto muitos abraçaram as “novas medidas” de Finney, outros estavam desconfiados da teologia que sustentava a prática. Finney acreditava que a morte de Cristo tinha tornado a salvação possível para todos. A depravação humana era “uma atitude voluntária da mente”, e não algo que tinha nascido conosco. A conversão, portanto, dependia da vontade humana ser convencida a se arrepender e confiar em Cristo. De acordo com Finney, o apelo era uma ferramenta muito persuasiva para mudar a vontade humana. Ministros calvinistas, como Asahel Nettleton, rejeitaram a confiança que Finney tinha na capacidade humana e sua dependência no sistema de apelo. Eles acreditavam que o ser humano nasceu com uma natureza pecaminosa. Os pecadores eram incapazes de confiar em Cristo até que Deus mudasse seus corações. O historiador Iain Murray aponta que muitos oponentes ao apelo “alegavam que o chamado para uma ‘resposta’ pública confundia um ato externo com uma mudança espiritual interna”. Além disso, diz Murray, o apelo efetivamente “instituiu uma condição de salvação que nunca apontava para Cristo”. Os críticos argumentam que o evangelismo dessa forma resultou em uma falsa segurança, já que uma grande parcela daqueles que iam à frente para “receber a Cristo” logo apostatavam.
A despeito das críticas, o sistema de apelo continua com força. Tornou-se um artefato permanente no evangelismo americano. Só é preciso assistir a alguns poucos minutos de uma cruzada de Billy Graham na televisão para reconhecer que aquilo que um dia foi uma “nova medida” se tornou uma tendência dominante. A voz distinta de Graham chama em alto som: “Suba ali, desça aqui, eu quero que você venha. Se você estiver com parentes e amigos, eles vão esperar por você. Os ônibus vão esperar por você. Cristo percorreu todo o caminho da cruz porque Ele o amava. Certamente você pode dar alguns passos e dar sua vida a Ele”. Enquanto o local deixou de ser a remota Kentucky e se transferiu para os modernos estádios de futebol, e o meio de transporte evoluiu de carroças cobertas para ônibus fretados, o sistema de apelo resistiu. É caracterizado até hoje nas histórias de incontáveis cristãos que contam ter encontrado Cristo quando ficaram em pé, ergueram suas mãos, deram passos até a frente e chegaram ao altar, respondendo ao apelo.
Fonte: Notícias Gospel

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Sexo, um pecado?



“Nos últimos dias haverá tempos difíceis. Pois os homens serão egoísta, avarentos, orgulhosos, vaidosos, xingadores, ingratos, desobedientes... Não terão amor para com os outros e serão duros, caluniadores, sem domínio próprio; violentos e inimigos do bem. Serão traidores, atrevidos e cheios de orgulho. Amarão mais os prazeres do que a Deus. Terão a forma exterior da nossa religião, mas rejeitarão o seu verdadeiro poder. Afaste-se dessa gente. Alguns deles entram nas casas e conseguem dominar mulheres fracas, que estão cheias de pecado e que são levadas por toda espécie de desejos.”
2 Tm 3.1-6

Deus Criou o Ser humano com o fim principal de ser honrado e glorificado por ele (Jo 14.15,23). E, esta condição de nos achegarmos diante do Seu trono nos é concedida, quando dizemos não ao pecado e tomamos posse do sacrifico de Cristo (Ef 2.10; 2 Co 5.17; 7.1) E concedeu-nos o Espírito Santo para habitar em nosso ser, que após a restauração, torna-se templo.
Vendo o diabo que o Senhor tem um amor extremo pelo homem, voltou-se contra este, para destruí-lo, tornando-os seus seguidores, discípulos.
Esta é a realidade de nossos dias, vivemos em tempos finais, proféticos. Dias nos quais o maligno tem agido com todo poder explicitamente.
No aspecto espiritual vêem-se as religiões declaradamente satânicas crescendo assustadoramente; os cultos afros cada vez mais em evidência; a igreja de Roma contextualizando seus ritos, etc.

No social, as desgraças são alimento para os programas de Tv. É a fome, violência, a falta de teto, o emprego escasso. Etc
Mas, o enfoque principal desta mensagem é a degradação moral da humanidade, patrocinada pelo diabo, que tem se acentuado cada dia mais. O Sexo é a grande arma nas mãos do maligno e ele tem sabido usá-la muito bem. E muitos têm sido aprisionados pelas correntes da imoralidade.
O Senhor deixou o sexo inicialmente com uma forma de procriação, como é comum a todos os animais, no entanto, em sua misericórdia permitiu que as relações sexuais fossem prazerosas e que naturalmente completasse a vida conjugal. O aproveitando-se disso, o diabo plantou nos corações a malícia e esta tem tomado os homens. A mulher tornou-se um objeto e sua imagem sedutora é usada em quase todos os aspectos.
Na mídia, para segurar os níveis de audiência, vemos as novelas e filmes com conteúdos altamente eróticos. Os comerciais vendem de pneu a arroz. Vivemos em dias, nos quais o sexo tem um apelo extremamente forte, a ponto de envolver até mesmo alguns crentes.

Mas, o sexo verdadeiramente é ruim?
De formal alguma; é um canal de prazer deixado por Deus aos homens e quando praticado de forma normal e natural e dentro de uma união é totalmente aceitável.
1.      UMA PRÁTICA NATURAL: Rm 1.24-27; 6.19; Ef 4.19; Hb 13.4; 2Pe 2.10.

É facilmente comprovada pela ciência a função de cada órgão de nosso corpo.
E os órgãos que foram criados por Deus para as relações sexuais, são a vagina e o pênis. Um foi feito para o outro. Naturalmente.
Os homens ímpios, influenciados pelo maligno, tornaram a verdade do Senhor em mentira e tomado por paixões infames, deixaram o modo natural das relações. Todas as formas antinaturais de relacionamento sexual são contrárias à vontade de Deus, por exemplo:
Sexo anal; oral; masturbação; uso de vibrador; entre pessoas do mesmo sexo; etc.

2.      EXCLUSIVA NO CASAMENTO: Mt 5.27,28; 1Co 7.2,5; At 15.29; 1Co 7.2

O Sexo é uma benção deixada por Deus aos homens para serem praticadas exclusivamente dentro de uma União legal e normal. Sua prática fora do casamento é pecado!

3.      INACEITÁVEL NO NAMORO/NOIVADO: Gl 5.19; 1Co 6.18; Ef 5.3; Cl 3.5

A impureza é um pecado sexual. Todos os atos impuros praticados entre casais de namorados são frutos da carne. A fornicação é um pecado!
Com certeza não vamos encontrar na Bíblia um texto que literalmente faça alusão às práticas sexuais impuras de uma forma explicita; mas, no conjunto da Palavra, facilmente vemos que tudo aquilo que é praticado de uma forma antinatural ou impura é errado.
A Palavra do Senhor é assim mesmo, simples e de fácil entendimento. Para que todos que a leiam, possam praticá-la. Mt 11.25; 1Co 2.1-5
As controvérsias existentes no meio cristão sobre o assunto, têm suas origens em vidas que se deixam influenciar pelos espíritos maus e buscam dar vazão aos desejos da carne.
Devemos dar lugar ao Espírito de Deus, jamais aos espíritos malignos.
O amor a Deus e a santidade no viver, é indispensável.

     Site: www.sexocristao.com

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

VOCÊ É UM CRENTE FANFARRÃO?

Demorou 34 anos para que, enfim, um filme ultrapassasse o recorde de público de Dona Flor e Seus Dois Maridos (1976),que levou aos cinemas 10,73 milhões de pessoas. Nesta quarta-feira (8), Tropa de Elite 2 tirou a coroa do
longa-metragem de Bruno Barreto após atingir a marca de 10.736.995 de espectadores. Devastado pela pirataria,o antecessor de José Padilha levou apenas 2,5 milhões de pessoas aos cinemas, pois a maioria acabou assistindo
em casa mesmo, com uma cópia pirateada. Foram, no total, mais de 5 milhões de DVDs ilegais.Nem capitão Nascimento pôde deter tanto crime.
Porque um filme deste gênero faz tanto sucesso? Enumeramos algumas das possíveis respostas:
• Exterior sem interior.
• Palavras sem vida.
• Fé sem obras.
• Um mundo ímpio, lotado de pessoas religiosas.
• As pessoas frequentam a igreja, mas não mudam a vida.
• A igreja evangélica brasileira cresce em número, mas não em compromisso.
• Tem número, mas não tem vida.
•O lazer, a diversão, o culto ao corpo, o culto ao estômago, está tomando o lugar de Deus.
• Escola dominical não dá lucro.(as entradas são poucas)
• Correndo atrás das últimas novidades.
• Examinando pouco a bíblia.
• A luz interior é mais importante do que a Palavra revelada.
• A experiência é mais importante do que a Verdade.
• As emoções estão no trono e a razão destronada.
• A salvação, mas não o Salvador.
• As bênçãos e não o abençoador.
• As dádivas e não o compromisso.


Fonte: www.supernovavida.com.br

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Dez Mentiras a Respeito do Pecado

Jeremiah Bass, de uma forma brilhante e realista, apresenta-nos dez mentiras a respeito do pecado. Vou resumir um pouco por causa do espaço aqui, mas vale a pena considerá-las com muita atenção:

Mentira Um: O Pecado Traz Realização

Não existe um pecado que não seja influenciado por essa racionalização. Pensamos que o pecado nos torna mais felizes. Mas, na realidade, o pecado é a causa principal de toda a miséria e infelicidade, tanto nesta vida como na vida por vir. Portanto, a questão verdadeira é: queremos prazer temporário ou alegria duradoura?

Mentira Dois: O Pecado é Facilmente Derrotado

Uma das coisas em que o diabo quer que acreditemos, a fim de que a nossa vigilância diminua, é que o pecado não é um inimigo perigoso.

Mas a Bíblia nos ensina que o pecado é tão poderoso que, a menos que o poder sobrenatural de Deus intervenha, nós nos tornamos seus escravos e permanecemos sob a escravidão das suas ordens. Não existe um dia sequer em que o pecado não derrote se não for derrotado, e não prevaleça se não for subjugado; e assim será enquanto vivermos neste mundo.”

Mentira Três: Você Pode Lidar com o Pecado Sem Recorrer a Cristo

O perigo desta mentira é que ela leva à frustração e ao desespero. Infelizmente, muitas pessoas que aceitam esta mentira descobrem que não podem competir em condições de igualdade com a depravação que existe dentro delas e, por isso, desesperançadas, desistem de lutar contra o pecado.

Quando o evangelho é apresentado no Novo Testamento, o foco é sempre na obra de Cristo e na paz com Deus que encontramos nEle.

Mentira Quatro: É Impossível Atingir os Padrões de Deus

É uma tendência humana culpar as circunstâncias ou as outras pessoas pelos nossos escorregões no pecado. Preferimos pensar que, diante das circunstâncias, seria impossível deixar de pecar. Deus quebra o poder do pecado na nossa conversão.

Este é o ponto focal de Paulo no sexto capítulo de Romanos: estamos mortos para o pecado; portanto não precisamos viver nele (vv.1-2). A graça de Jesus remove a carga pesada da obrigação de guardar os mandamentos de Deus.

Mentira Cinco: Você Não Precisa Tratar com o Pecado Imediatamente

Procrastinação é um pecado do qual todos nós somos culpados e a respeito do qual temos costume de brincar. Mas a demora nas coisas espirituais pode ser fatal. A Bíblia nos diz que “agora é o tempo favorável, agora é o dia da salvação” (2 Co 6.2).

Mentira Seis: Posso Pecar Sem Sofrer Consequências

“Se eu pecar, nada de mal vai realmente me acontecer.” Não pensamos assim, às vezes, especialmente se o pecado é “pequeno”? É espantoso observar os multiformes enganos do diabo neste assunto. Por um lado, ele convence as pessoas de que não existe um verdadeiro inferno e que, portanto, não faz mal pecar. Se não precisasse existir qualquer consequência do pecado, Jesus nunca teria morrido numa cruz pelos pecadores. Jesus não é a única testemunha das consequências do pecado; também o são todas as multidões que estão no inferno, sofrendo a vingança do fogo eterno.

Mentira Sete: Deus Não Vai Me Julgar, Porque Todo o Mundo Faz o Mesmo

O diabo, às vezes, engana-nos fazendo-nos adotar uma mentalidade de grupo que justifica certos pecados porque a maioria das pessoas os considera comportamento normal. Entretanto, devemos sentir medo quando estamos seguindo a maioria. Seguir a Cristo é como nadar contra a correnteza. Jesus disse: “Entrem pela porta estreita, pois larga é a porta e amplo o caminho que leva à perdição, e são muitos os que entram por ela” (Mt 7.13-14).

Mentira Oito: Deus Não Vai Me Julgar, Porque Não Sou Tão Mau Quanto os Outros

Se não racionalizarmos o nosso pecado por incluir-nos na multidão, o diabo vai tentar nos levar a racionalizá-lo excluindo-nos da multidão. Talvez exista um pecado na sua vida que Deus queira trazer à luz, mas você vem resistindo à convicção do Espírito, argumentando que não é uma pessoa tão má em relação às outras. Mas esse é um pensamento ilusório e contrário às Escrituras.

Nove: Deus Vai Perdoar Você, Por Isso Vá em Frente e Peque

A Bíblia torna bem claro que é impossível desfrutar o perdão e continuar vivendo no pecado. É impossível porque sempre que Deus perdoa um homem, Ele também transforma a sua natureza. A graça muda de tal forma a pessoa que esta não vai mais querer viver em pecado!

Mentira Dez: Deus Nunca Vai Perdoar Você, Por Isso Vá em Frente e Peque

Mais uma vez, vemos quão versátil é Satanás nos seus enganos. Ele sabe que precisa preparar uma mentira apropriada para cada tipo de pessoa. Para aquele que é inclinado ao desespero, o diabo espera por oportunidades de assoprar nos seus ouvidos que todas as tentativas de uma recuperação posterior serão inúteis porque ele já foi longe demais.

Tentará convencê-lo que cometeu o pecado imperdoável, que agora pode muito bem se entregar totalmente ao pecado porque de todo jeito já está indo para o inferno. A verdade é que Cristo perdoará todo aquele que vem a Ele. “Todo aquele que o Pai me der virá a mim, e quem vier a mim eu jamais rejeitarei” (Jo 6.37).

Isso foi verdade quando nosso Senhor falou estas palavras e ainda é verdade agora. Não permita que o diabo amplie a sua condenação tentando-o a se abandonar totalmente ao pecado e ao desespero. As misericórdias do Senhor duram para sempre. A porta da graça está aberta para todos aqueles que se aproximam através de Jesus.

Como é que podemos derrotar as mentiras do diabo? Somente pela Palavra de Deus. É a verdade que nos dá base sólida e que não permite que sejamos levados por qualquer vento de doutrina.

É a verdade que santifica. É a verdade que é a mola mestra do crescimento à maturidade em Cristo. É a chave para derrotar o diabo. Leitura da Bíblia, meditação e memorização da Bíblia, e encarnação da Bíblia – experimentando as suas verdades nas nossas vidas – são para sempre as únicas ferramentas disponíveis ao povo de Deus para sobrepujar o inimigo.

Como em todas as coisas, Jesus é o nosso modelo para lidar com as mentiras do diabo. Quando tentado por Satanás no deserto, Ele citou as Escrituras em resposta a cada mentira. “Está escrito” deve ser a nossa senha tanto quanto foi a dEle.

sábado, 2 de outubro de 2010

É amor ou paixão?

        Muitas pessoas, principalmente as mais jovens, confundem o que é amor com o que é paixão. Embora esta segunda seja importante para o casamento, não pode ser a base para ele.

Paixão é o desejo de estar perto, é a atração pelo que me agrada no outro, é um sentimento intenso, lindo, mas efêmero como fogos de artifício. A paixão não sobrevive às adversidades.

Já o amor implica em fazer-se agradável ao outro, aceitando o outro como ele é. O amor deve ser a base para o relacionamento, crescendo mais a cada dia. É muito fácil amar quando se admira, mas o verdadeiro amor está além da admiração, implicando em aceitação.

Na Antiguidade, os gregos usavam pelo menos três palavras para identificar o tipo de amor a que estavam se referindo. É oportuno conhecer as características dos tipos de amor "Eros", "Phileo" e "Ágape".

a) "Eros": refere-se ao amor sexual, descreve os sentimentos eróticos entre homem e mulher. Daí vem a palavra erótico. No plano de Deus esses sentimentos devem ser expressados no casamento.

b) "Phileo": descreve o amor entre pais e filhos e entre irmãos. É o amor fraternal, de amizade, camaradagem e comunicação. O amor "phileo" é importante no relacionamento conjugal e se desenvolve com o tempo.
c) "Ágape": é o tipo de amor mais profundo e o mais sublime de todos. Esse amor caracteriza Deus. É o amor mencionado por Jesus em João 3:16.

É preciso refletir sobre a mensagem de I Coríntios 13:4-7: "o amor é paciente, é benigno, o amor não arde em ciúmes, não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não se exaspera, não se ressente do mal, não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta". Nesse trecho, o apóstolo Paulo alista 15 qualidades do amor.

Um casamento fundamentado no amor ágape pode sobreviver a qualquer tempestade ou crise que a vida traz. Por quê? Porque está ligado à fonte eterna e poderosa.

A palavra de Deus diz que o amor nunca acaba. Não importa quão desagradável a pessoa seja. Não importam as circunstâncias, crises financeiras, ou dificuldades. Este amor vence tudo, por causa das suas qualidades intrínsecas.

Autor: Luciano Avelino

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

As Três Tentações de Jesus - Final

A TERCEIRA TENTAÇÃO É A DE TORNAR ABSOLUTO O DESEJO DO ESPÍRITO.

O desejo de glória, de realização humana, de promoção, de deixar uma marca na História, o desejo de conquista:

Vs. 8 - Novamente o transportou o diabo a um monte muito alto; e mostrou-lhe todos os reinos do mundo, e a glória deles.
Vs. 9 - E disse-lhe: Tudo isto te darei se, prostrado, me adorares.

O diabo, entretanto, lhe propõe o mundo:

"(...) Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares."

O diabo quis dizer a Jesus:

"- Basta que Tu me adores, para que tenhas tudo quanto queres."

Muito me preocupa, também, todo tipo de manifestações de espiritualidade utilitária.

Infelizmente, nos dias de hoje, cada vez mais um número maior de pessoas olha para o mundo espiritual com uma visão utilitária,

Isso é perigoso e diabólico, uma vez que ela mostra Deus, apenas como fonte de bênçãos. Se Deus não abençoar – principalmente material e financeiramente - Deus não é Deus, segundo essa espiritualidade.

Essa tentação é a de tentar fazer com que a relação do poder e da autoridade seja mais importante que a relação com a vontade de Deus para a vida humana.

O diabo aproxima-se de Jesus e lhe diz:

"- Olha, Jesus, os reinos são meus. Eu os darei a Ti. Tu queres poder e autoridade? Eu os tenho para Te dar!"

Jesus, entretanto, lhe diz:

"- Meu negócio não é poder e nem autoridade que não venha de Deus. Meu negócio é cumprir a vontade de Meu Pai, O qual está nos céus. Vái-te, Satanás! Só ao Senhor Deus se deve prestar culto e adoração. Só a Ele se deve dar glória."

O diabo é especialista em perverter o sagrado.

É por isso que, freqüentemente, ele é capaz de transformar o milagre em charlatanismo, é capaz de transformar a promessa genuína de Deus em heresia; é capaz de transformar o serviço caridoso ao próximo em negócio, em meios de ganhar muito dinheiro.

O diabo tenta incutir-Lhe que qualquer milagre tem que ser feito, mesmo que seja "na marra".

A tentativa de Satanás é a de tentar criar a filosofia de que os fins justificam os meios. Cada uma das três tentações acima descritas traz em si tal filosofia. O diabo, implicitamente, diz isso para Jesus:

a) - Não importa se Tu vais comer pão em algum lugar. O que importa é que transformes pedras em pães aqui, para Te alimentares.
b) - Não importa como Tu vais chegar lá! O importante é chegar! Tu não queres ser visto como o Salvador? Nada de cruz! Salta do pináculo do templo, para que os anjos venham ao Teu socorro, para que todos possam ver quem Tu és.
c) - Tu, também, não queres os reinos do mundo? Por que conquistá-los pelo sacrifício e pelo amor? Nada disso! Te curvas diante de mim, e eu dou um jeitinho nisso!..."

Essa filosofia nos atinge no dia-a-dia nas mais variadas áreas da nossa vida, seja a profissional, seja nas nossas opções políticas, seja no modo através do qual vemos o mundo e as pessoas ao nosso redor.

Resumindo, o que o diabo está dizendo é:

"- Para comer, para se promover e para conquistar, vale tudo!"

Eu acredito que, algum dia, todos nós já ouvimos algo parecido com isso.

Li sobre um de um líder religioso, daqui do Brasil, uma afirmação que ele próprio fizera, de que, por Jesus, ele faria qualquer coisa. Ele disse:

"- Por amor a Jesus, eu passo cheque sem fundos; por amor a Jesus, eu passo duplicata fria; por amor a Jesus, eu minto; por amor a Jesus, eu faço qualquer coisa."

Isso não é brincadeira, infelizmente!

Hoje, no nosso país, há muita gente acreditando nessa filosofia e, em decorrência disso, praticando-a. Essa é uma filosofia diabólica! É o mesmo que transformar pedras em pães, pular do pináculo e curvar-se diante do diabo, crendo que os fins justificam os meios.

Outra tentativa de Satanás é a de tentar desviar o foco histórico de Deus para o homem. Quando o diabo se aproxima de Jesus, ele tenta de toda forma tirar o foco de Deus e desviá-lo para Jesus.

"(...) Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães." (Mateus 4:3).
"(...) Se és Filho de Deus, atira-te abaixo..." (Mateus 4:6a).

Conclusão:

Nas três tentações a que Jesus foi submetido, há palavras que refletem a função utilitária que o mundo espiritual deve ter.

A primeira tentação é a de tentar criar a mentalidade utilitária do mundo espiritual. Segundo tal tentação, o mundo espiritual tem que ser utilizado, ao qual se possa ter acesso, a fim de manipulá-lo.
"(...) Se és Filho de Deus, manda que estas pedras se transformem em pães."
Com isso, o diabo estava querendo dizer a Jesus:
"- Se há poder em Ti, esse poder tem que estar a Seu serviço."

Na segunda tentação, o diabo lhe diz:
"(...) Se és Filho de Deus, atira-te abaixo; porque está escrito: Aos seus anjos ordenará a teu respeito, e: Eles te susterão nas suas mãos, para não tropeçares nalguma pedra."
O diabo está querendo dizer a Jesus o seguinte:
"– Se a Palavra de Deus serve para alguma coisa, ela tem que ser útil, no momento em que Tu precisares."

Na terceira tentação, o diabo Lhe propõe:
"(...) Tudo isso te darei se, prostrado, me adorares."
O diabo quis dizer a Jesus:

"- Basta que Tu me adores, para que tenhas tudo quanto queres."